ASTM A106 ou API 5L: entenda a diferença entre as normas
ASTM A106 é a norma para tubos de aço carbono sem costura destinados a serviço em alta temperatura, dentro de plantas industriais: refinarias, linhas de vapor e coletores de caldeira. API 5L é a norma para tubos de linha (line pipe), voltada ao transporte de petróleo, gás, água e biocombustíveis em dutos. As duas se aproximam em alguns graus de aço, mas os escopos são distintos, e cada uma domina o seu território de aplicação. A sobreposição parcial entre as duas é o que gera a dúvida recorrente em especificação de tubulação. O Grau B existe nas duas normas, com exigências mecânicas próximas, e o mesmo tubo físico às vezes sai de fábrica com dupla certificação (API 5L/ASTM A106). Ainda assim, o documento de projeto pede uma norma específica, e entender o escopo de cada uma explica o porquê. Este guia apresenta as duas normas, os graus, os níveis PSL da API 5L, a tabela comparativa direta e a documentação que acompanha o fornecimento. O catálogo de tubos condutores da Tubos Oliveira atende as duas normas, com certificado de qualidade por corrida. O que é a norma ASTM A106? A ASTM A106 especifica os requisitos para tubos de aço carbono sem costura, projetados para serviço em alta temperatura. É a norma de referência da tubulação de processo em planta industrial: refinarias, petroquímicas, usinas térmicas e sistemas de vapor. O que a norma estabelece, conforme a base técnica: Graus A, B e C da ASTM A106 A norma define três graus de aço, com composição química e propriedades mecânicas crescentes: Propriedade Grau A Grau B Grau C Limite de resistência (LR), MPa mín. 330 415 485 Limite de escoamento (LE), MPa mín. 205 240 275 O Grau B domina o mercado: é o padrão das tubulações de processo em refinaria e dos sistemas de vapor industriais. O Grau C aparece em serviços com exigência mecânica maior, e o Grau A em aplicações de menor solicitação. O alongamento longitudinal e transversal segue os detalhes especificados na norma, e os valores verificados de cada lote saem no certificado de qualidade. Aplicações em alta temperatura e refinaria O escopo da A106 cobre as linhas onde a temperatura de operação é a variável crítica: A combinação de parede sem costura e controle rigoroso de ensaios é o que sustenta o tubo nesse regime, em que ciclos térmicos e pressão convivem durante a operação. O que é a norma API 5L? A API 5L (Line Pipe), do American Petroleum Institute, regula a fabricação de tubos de aço carbono para condução de fluidos em dutos: oleodutos, gasodutos, alcoóldutos e dutos de biocombustíveis. É a norma do transporte de longa distância, fora dos limites da planta. Diferente da A106, a API 5L admite tubos com costura (Welded) e sem costura (Seamless), e classifica os aços conforme composição química e propriedades mecânicas, em uma gama de graus mais extensa. PSL1 versus PSL2: qual a diferença A API 5L organiza o fornecimento em dois níveis de especificação, os PSL (Product Specification Level): A escolha entre PSL1 e PSL2 vem definida no documento de projeto do duto, conforme o serviço previsto. No pedido de cotação, o nível PSL precisa estar explícito, porque o produto e a documentação mudam entre os dois. Tabela comparativa: ASTM A106 x API 5L Critério ASTM A106 API 5L Escopo Tubulação para serviço em alta temperatura em planta Tubos de linha para transporte em dutos Processo Exclusivamente sem costura Com costura e sem costura Graus A, B e C B (L245) e graus X até X70 (L485) e além LE do grau mais comum Grau B: 240 MPa mín. Grau B (L245): 245 MPa mín. Níveis de especificação Grau único de exigência PSL1 (padrão) e PSL2 (inspeção mais rigorosa) END Hidrostático e/ou elétrico não destrutivo Não destrutivos conforme grau e PSL Aplicações típicas Refinaria, vapor, coletores de caldeira, usinas térmicas Oleodutos, gasodutos, alcoóldutos, biocombustíveis Paralelo nacional NBR 5590 (condução sob pressão) NBR 5590, que atende a padrão similar ao Grau B O que o escopo de cada norma cobre? A separação entre as duas normas vem do próprio texto delas: API 5L é a norma de line pipe Gasodutos, oleodutos e linhas de transporte são o território dela, e os documentos de projeto desses sistemas a especificam por escopo. Os graus X existem exatamente pra esse cenário, em que dutos de centenas de quilômetros se beneficiam de aços de resistência maior. ASTM A106 é a norma da alta temperatura em planta Tubulação de processo em refinaria, linhas de vapor e coletores de caldeira são o território dela, e os códigos de projeto de tubulação industrial a referenciam para esse serviço. Na zona de aproximação (o Grau B das duas), a norma especificada no projeto é a que vale, e a definição cabe ao engenheiro responsável pelo documento de tubulação, conforme o código de projeto adotado. A Tubos Oliveira fornece pelas duas normas, conforme a especificação recebida, incluindo tubos com dupla certificação quando o fabricante os produz nessa condição. Documentação e rastreabilidade exigidos As duas normas trabalham com rastreabilidade documental por corrida. No fornecimento o certificado inclui: Na conferência de recebimento, a marcação do tubo precisa refletir com os registros do certificado. Distribuidor sério entrega o conjunto completo, e o comprador faz bem em arquivar o certificado junto ao dossiê da obra, porque inspeções e auditorias futuras vão pedir. Perguntas frequentes sobre ASTM A106 e API 5L O que é a norma ASTM A106? É a norma da ASTM que especifica tubos de aço carbono sem costura para serviço em alta temperatura. Define três graus de aço (A, B e C), com limite de escoamento mínimo de 205, 240 e 275 MPa respectivamente, ensaios não destrutivos rigorosos e marcação individual obrigatória. É a referência da tubulação de processo em refinarias, linhas de vapor e coletores de caldeira. Qual a diferença entre ASTM A106 e API 5L? O escopo. A ASTM A106 cobre tubos sem costura para alta temperatura dentro de plantas industriais. A API 5L cobre tubos
NBR 5580 e NBR 5590: guia completo das normas de tubos de aço

A NBR 5580 e a NBR 5590 são as duas normas brasileiras da ABNT que regulam tubos de aço carbono para condução de fluidos. A NBR 5580 cobre condução comum de água, gás, vapor e outros fluidos não corrosivos. A NBR 5590 cobre condução sob pressão e aplicações mecânicas, com exigências de resistência e qualidade mais rigorosas. Saber em qual norma especificar o tubo do projeto é o que separa instalação correta de retrabalho. Um engenheiro que especifica tubo condutor convive com as duas normas o tempo todo. A escolha entre uma e outra responde a duas perguntas simples: qual fluido vai passar e em que pressão. Acertar essa decisão poupa custo, prazo e dor de cabeça com inspeção. As duas normas têm escopo, classificação e exigência mecânica diferentes. A NBR 5580 trabalha com classes (Pesado, Médio, Leve). A NBR 5590 trabalha com schedules (SCH 5 a SCH 160) e classes (STD, XS, XXS). As duas admitem tubo com costura e sem costura, e podem entregar tubo preto ou galvanizado. O que são as normas ABNT NBR para tubos de aço? A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é o organismo nacional que publica e mantém as normas técnicas brasileiras, equivalente em função ao papel da ASTM nos Estados Unidos e da API para os setores de óleo e gás. Uma norma ABNT NBR estabelece os requisitos mínimos que um produto precisa cumprir pra ser comercializado dentro daquela categoria: composição química, propriedades mecânicas, dimensões, tolerâncias, ensaios obrigatórios e marcação. No universo de tubos de aço carbono, as normas NBR mais usadas em projetos de condução de fluidos são a NBR 5580 e a NBR 5590. Existem outras NBR importantes pra outras famílias (NBR 6591 para industriais, NBR 8261 para estruturais), mas pra condução essas duas são as referenciais. Por que a especificação por norma importa? Porque um tubo certificado NBR garante rastreabilidade documental, conformidade de composição química e propriedades mecânicas dentro de uma faixa controlada. Sem norma, o tubo é peça anônima, e a obra fica sem respaldo técnico em caso de falha. NBR 5580 explicada passo a passo A NBR 5580 define os requisitos para fabricação e fornecimento de tubos de aço carbono, com ou sem solda longitudinal, podendo receber revestimento de zinco. É a norma indicada para condução comum de fluidos não corrosivos em instalações prediais e industriais. O material padrão é aço carbono de baixo teor de carbono e acalmado, designado por Diâmetro Nominal (DN), classe e tipo de revestimento. Para tubos com DN maior que 20 (3/4″), a norma exige remoção da rebarba interna de solda. A espessura mínima da parede não pode estar mais de 12,5% abaixo da espessura nominal em nenhum ponto do tubo. Escopo e aplicações da NBR 5580 A norma cobre fluidos não corrosivos em sistemas hidráulicos e prediais. Aplicações típicas: Os tubos podem ser fornecidos pretos (sem revestimento) ou galvanizados por imersão a quente. O galvanizado entra quando há risco de corrosão atmosférica, ambiente úmido ou contato com água potável. Classes Pesado, Médio e Leve da NBR 5580 A NBR 5580 classifica os tubos em três classes conforme a espessura da parede: Classe Sigla Característica Aplicação típica Leve L Espessura mínima dentro da norma Instalações prediais leves, gás residencial em baixa pressão Médio M Espessura intermediária Uso geral em redes hidráulicas e gás industrial Pesado P Maior espessura, maior resistência Combate a incêndio, vapor, redes industriais com pressão maior A escolha da classe depende da pressão de trabalho, da temperatura e do fluido. Em rede de combate a incêndio, a classe Pesado costuma ser o padrão, conforme exigência das normas de projeto e do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Dimensões e tolerâncias previstas pela norma A NBR 5580 cobre uma faixa ampla de diâmetros nominais, com espessura variando conforme a classe. A tabela técnica oficial da norma traz a relação completa entre DN, espessura nominal e peso por metro para cada classe. Algumas referências comerciais comuns: DN Diâmetro externo (mm) Espessura Leve (mm) Espessura Médio (mm) Espessura Pesado (mm) 3/8″ 17,1 2,25 2,65 3,00 1/2″ 21,3 2,25 2,65 3,00 3/4″ 26,7 2,65 3,35 3,75 1″ 33,7 3,00 3,35 4,50 1.1/2″ 48,3 3,00 3,35 4,50 2″ 60,3 3,35 3,75 4,50 3″ 88,9 4,00 4,25 5,00 4″ 114,3 4,75 5,00 5,60 Comprimento padrão de fabricação: 6 metros. Outras medidas são fornecidas sob consulta. Extremidades disponíveis: lisas ou rosqueadas (BSP). NBR 5590 explicada passo a passo A NBR 5590 define os requisitos para tubos de aço carbono com costura ou sem costura, pretos ou galvanizados, destinados a condução de fluidos sob pressão e aplicações mecânicas. Também é aceitável para uso em linhas de vapor, água, gás e ar comprimido quando o projeto exige resistência mecânica mais alta que a NBR 5580 oferece. O regime mais severo de pressão exige especificação mais detalhada. A NBR 5590 trabalha com: Quanto às extremidades, os tubos podem ser fornecidos com pontas lisas ou rosqueadas, pretos ou galvanizados por imersão a quente nas superfícies interna e externa. Schedules e classes da NBR 5590 Diferente da NBR 5580, que usa três classes simples, a NBR 5590 trabalha com dois sistemas em paralelo: Schedule (SCH): número que indica a espessura da parede em relação ao diâmetro. No mesmo diâmetro nominal, SCH 5, SCH 10, SCH 40, SCH 80 e SCH 160 representam paredes progressivamente mais grossas e, portanto, maior pressão de trabalho. Classes: STD (Standard), XS (Reforçado) e XXS (Duplamente Reforçado). A correspondência entre classe e schedule não é fixa: ela varia conforme o diâmetro nominal do tubo, como mostra a tabela: Classe Equivalência típica em schedule STD (Standard) SCH 40 (até DN 10) XS (Reforçado) SCH 80 (até DN 8) XXS (Duplamente Reforçado) Variável, geralmente acima de SCH 160 A escolha entre schedules depende da pressão de trabalho, da temperatura do fluido e do diâmetro nominal. A regra prática: Nota: o projeto define qual material deve ser usado. A NBR 5590 também é a norma certa quando o projeto pede tubo sem costura (Tipo S). Aplicações
Tubo com costura ou sem costura: qual a diferença e quando usar

A diferença entre tubo com costura e sem costura está no processo de fabricação. O tubo com costura é produzido a partir de uma bobina de aço conformada e soldada longitudinalmente por solda de resistência elétrica com indução de alta frequência (ERW HF). O tubo sem costura é laminado a quente a partir de um tarugo cilíndrico, sem solda. A escolha entre os dois define a pressão, a temperatura e o tipo de fluido que o tubo suporta. O processo de fabricação é o que separa as duas famílias, e essa separação tem consequência direta na especificação: tubo com costura tem cordão de solda longitudinal, que é o ponto onde a maior parte das falhas costumam começar. Tubo sem costura tem parede contínua, sem ponto de fragilidade na parede. Quando o projeto envolve alta pressão, alta temperatura ou serviço crítico, a norma costuma pedir explicitamente o tubo sem costura. O com costura entrega flexibilidade dimensional, custo mais baixo e disponibilidade ampla em estoque. O sem costura entrega integridade onde ela é inegociável. Entender quando cada um é o caminho certo evita dois erros opostos: pagar a mais por um tubo sem costura onde o com costura resolveria, ou economizar num tubo que não resiste ao serviço e falha em operação. O que é tubo com costura? Tubo com costura é o tubo de aço carbono produzido a partir de uma bobina laminada, conformada em formato cilíndrico e soldada longitudinalmente. O processo dominante no mercado brasileiro é o ERW (Electric Resistance Welding), em que a aresta da bobina conformada é aquecida por resistência elétrica e prensada até a solda. Sai daí um tubo com cordão de solda longitudinal contínuo. Se bem executado e inspecionado, esse cordão tem resistência mecânica equivalente ao restante da parede. As normas brasileiras e internacionais reconhecem isso e admitem tubo com costura em uma faixa ampla de aplicações industriais e estruturais. Vantagens operacionais do processo com costura: Como funciona o processo de fabricação com costura O fluxo de produção em uma linha ERW segue uma sequência estável: Normas como a NBR 6591 e a ASTM A178 detalham os critérios de aceitação para cada uma dessas etapas, principalmente para o ensaio do cordão de solda. Normas que admitem tubo com costura Várias normas técnicas brasileiras e internacionais admitem ou exigem tubo com costura, conforme a aplicação: Norma Origem Aplicação principal Condição admitida NBR 5580 ABNT Condução comum de fluidos não corrosivos (água, gás, vapor) Com ou sem solda longitudinal NBR 5590 ABNT Condução de fluidos sob pressão e aplicações mecânicas Tipo E (ERW) e Tipo S (sem costura), graus A e B NBR 6591 ABNT Tubos industriais, seções circular, quadrada e retangular Exclusivamente com costura (ERW) NBR 8261 ABNT Tubos estruturais Com ou sem solda por resistência elétrica de alta frequência ASTM A500 ASTM Tubos estruturais (referência internacional) Com ou sem solda por resistência elétrica de alta frequência ASTM A178 ASTM Caldeiras e superaquecedores Com costura (ERW), graus A, C e D ASTM A214 ASM Trocadores de calor e condensadores Com costura (ERW) A presença das normas A178 e A214 mostra que mesmo em aplicações de troca térmica e geração de vapor existe espaço para tubo com costura, desde que o projeto e o controle de qualidade respeitem o regime de pressão e temperatura previsto. O que é tubo sem costura? Tubo sem costura é o tubo produzido a partir de um tarugo cilíndrico maciço de aço, aquecido a cerca de 1.200 °C e perfurado por mandril, sem solda em nenhuma posição da parede. O processo cria um cilindro oco contínuo que depois passa por laminação adicional até atingir o diâmetro e a espessura finais. A ausência de cordão de solda elimina o ponto mais frágil do tubo. Em serviço com alta pressão, alta temperatura, ciclos térmicos severos ou fluido corrosivo, esse detalhe é o que define a especificação. Refinarias, oleodutos de longa distância, caldeiras de alta pressão e trocadores de calor críticos trabalham com o sem costura por isso. Como funciona a laminação a quente O processo dominante para fabricação de tubo sem costura é o Mannesmann, desenvolvido pelos irmãos Mannesmann no final do século XIX e ainda referência no setor. No processo Mannesmann, a formação se dá a partir de uma barra circular maciça de aço, empurrada por dois cilindros oblíquos que a rotacionam e transladam contra um mandril fixo. O fluxo típico: A laminação a quente é mais custosa que o ERW por dois motivos: o tarugo é mais caro que a bobina, e o processo consome mais energia. Em troca, o tubo resultante não tem o cordão de solda como ponto de variação ao longo do comprimento. Normas e aplicações de tubos condutores Os tubos condutores atendem a diversas normas técnicas específicas e são amplamente utilizados em projetos que demandam resistência, confiabilidade e desempenho, como na construção civil, no setor de óleo e gás e em aplicações industriais. Norma Origem Aplicação principal Especificação ASTM A106 ASTM Alta temperatura, refinarias, linhas de vapor, coletores de caldeira Sem costura, graus A, B e C API 5L API Oleodutos, gasodutos, alcoóldutos, dutos de biocombustíveis PSL1 e PSL2; projetos críticos especificam o sem costura ASTM A179 ASTM Trocadores de calor e condensadores Sem costura, trefilado a frio; Ø 3,2 a 76,20 mm ASTM A192 ASTM Caldeiras em alta pressão de serviço Sem costura; Ø 12,70 a 177,80 mm NBR 5590 ABNT Condução de fluidos sob pressão Tipo S (sem costura), graus A e B Como escolher entre com costura e sem costura O tubo com costura atende a maior parte das aplicações industriais, estruturais e de condução comum, com a vantagem de custo e disponibilidade. O tubo sem costura entra quando o regime de serviço é mais severo: Engenheiros experientes especificam o com costura na maior parte da planta e reservam o sem costura para os trechos críticos, conforme a especificação de cada linha. Tabela comparativa: com costura x sem costura Critério Tubo com costura (ERW) Tubo sem costura Processo Bobina conformada e soldada longitudinalmente Tarugo maciço
Tipos de tubos de aço: como escolher o certo para cada projeto

Os tipos de tubos de aço se organizam em famílias técnicas conforme o uso final: estruturais, industriais, condutores, galvanizados, para caldeiras e para trocadores de calor. As normas (ASTM ou NBR) mudam de uma família para outra, os perfis disponíveis também, e a aplicação não é intercambiável. Especificar a família errada custa caro. O erro de especificação acontece na ponta: um tubo industrial NBR 6591 chega ao canteiro no lugar de um estrutural NBR 8261, ou um galvanizado eletrolítico substitui um galvanizado por imersão a quente que precisaria estar ali. Se o problema aparece, já passou pela compra, pela logística e quase sempre por algum dia de obra parada. Esse mapeamento existe para evitar isso. Ou seja, antes de pedir cotação, faz diferença saber em qual família o tubo do seu projeto vive, qual norma manda nele e qual o range de aplicação esperado. O mercado brasileiro de aço movimenta mais de 33 milhões de toneladas de aço bruto por ano, segundo dados do Instituto Aço Brasil, e a parcela tubular passa por todas as cadeias relevantes da indústria, da construção à energia. O que é um tubo estrutural e quando ele é a melhor escolha? Tubo estrutural é o tubo projetado para resistir a esforços mecânicos em estruturas metálicas, soldadas, parafusadas ou rebitadas. Ele é especificado pelas normas NBR 8261 e ASTM A500. As duas normas autorizam fabricação com ou sem costura, em perfis circular, quadrado e retangular, e classificam o aço em graus conforme as propriedades mecânicas exigidas. O uso típico cobre galpões industriais, mezaninos, plataformas metálicas, torres metálicas, estruturas para energia solar, máquinas agrícolas e obras de infraestrutura. Se a peça vai trabalhar como elemento de carga, a referência é o tubo estrutural. Nas estruturas com muitas ligações soldadas, os perfis quadrado e retangular aparecem com mais frequência, porque as faces planas facilitam as uniões e simplificam o detalhamento da peça. Perfis disponíveis: redondo, quadrado e retangular Perfil Característica Facilidade de montagem Aplicação dominante Redondo Seção fechada simétrica, comportamento igual em todas as direções Ligações exigem mais usinagem Mecânica, pilares isolados, postes Quadrado Quatro faces iguais, perfil simétrico Ligações em 90° são diretas Estrutura metálica, mezanino, mobiliário industrial Retangular Faces maiores e menores, comportamento diferente em cada eixo Igual ao quadrado, com ganho de altura Vigas, longarinas, fechamentos Quadrado e retangular dominam a construção civil e a fabricação de máquinas. O redondo aparece mais em peças mecânicas, postes e suportes cilíndricos. Tubo industrial e a norma NBR 6591 A norma NBR 6591 rege os tubos de aço carbono soldados pelo processo ERW (Electric Resistance Welding) para uso industrial geral. Ela cobre seções redonda, quadrada e retangular, com alta precisão dimensional e acabamento superficial conforme a aplicação. A diferença em relação ao estrutural não é trivial. O tubo industrial é otimizado para usinagem, conformação e integração em máquinas e componentes, não para resistir a cargas estruturais críticas. Por isso, sua aplicação típica está em setores como automotivo, linha branca, moveleiro, máquinas agrícolas e industriais, equipamentos de academia, linhas de produção e caldeiraria leve. A NBR 6591 abrange seções circular, quadrada e retangular, com alta precisão dimensional. Nos redondos industriais, os diâmetros comerciais começam com 6,30 mm até 323,84 mm. Os quadrados e retangulares variam em lado × parede × comprimento conforme o catálogo. A distinção também separa o industrial do condutor: o condutor é projetado para pressão de fluido, o industrial não. Substituir um pelo outro fora da especificação prejudica o projeto. Como o tubo condutor lida com schedules e pressão Tubo condutor é o tubo de aço carbono especificado para conduzir fluidos sob pressão: água, vapor, gás, ar comprimido, óleo e derivados de petróleo. Quatro normas cobrem essa família: ASTM A106 (sem costura, alta temperatura), API 5L (linhas de transmissão de óleo e gás), NBR 5580 (usos comuns na condução de fluidos, equivalência com a antiga e desuso DIN 2440) e NBR 5590 (condução com requisitos especiais de pressão). A espessura da parede é especificada de formas diferentes conforme a norma. ASTM A106 e API 5L usam o sistema schedule (SCH 5, 10, 40, 80, 160), em que cada número representa paredes progressivamente mais grossas para o mesmo diâmetro nominal. NBR 5590 trabalha em paralelo com schedule e com as classes STD (Standard), XS (Reforçado) e XXS (Duplamente Reforçado). NBR 5580, voltada à condução comum de fluidos, segue outro critério: classifica os tubos em Pesado (P), Médio (M) e Leve (L) conforme a espessura. A escolha entre uma norma e outra depende da pressão de trabalho, da temperatura e do fluido transportado. Aplicações típicas: Os condutores podem ser fornecidos pretos ou galvanizados, com extremidades lisas, biseladas ou rosqueadas, com ou sem revestimento adicional. A escolha entre com costura e sem costura entra aqui: para alta pressão e temperatura crítica, o tubo sem costura é a opção segura, porque elimina o cordão de solda como ponto de fragilidade. Tubo galvanizado e a proteção anticorrosiva Galvanizar um tubo significa aplicar uma camada de zinco sobre o aço carbono, por imersão a quente (galvanização a fogo) ou eletrodeposição. O zinco oxida no lugar do ferro, e essa proteção sacrificial é o que sustenta o tubo em ambientes úmidos, salinos ou expostos a corrosão atmosférica. A norma central é a NBR 5580, equivalente à antiga e em desuso DIN 2440, que classifica os tubos em Pesado (P), Médio (M) e Leve (L) conforme a espessura de parede. Para diâmetros nominais maiores que DN 20 (3/4″), a norma exige remoção de rebarba interna de solda, garantindo que o galvanizado interno fique uniforme. A espessura mínima da parede não pode estar mais de 12,5% abaixo do nominal em nenhum ponto. Onde o galvanizado faz sentido: A galvanização por imersão a quente entrega camada mais espessa e durabilidade maior em comparação com galvanizado eletrolítico. A eletrolítica resulta em camada mais fina e acabamento mais uniforme, indicada quando o tubo entra em peça aparente. Tubos para trocadores de calor e caldeiras Família especializada em troca térmica e geração de vapor. As condições aqui são
Por que utilizar os tubos de aço NBR 5580 e NBR 5590?

As normas NBR são criadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Elas são fundamentais para classificar, avaliar e especificar as propriedades dos materiais, como químicas, mecânicas, dimensionais e metalúrgicas dos diferentes tipos de tubos de aço, que são usados para diversos fins e nos mais variados setores, como na construção civil, indústrias petroquímicas, entre outros. Como é o caso por exemplo, das normas NBR 5580 e NBR 5590. O que são os tubos de condução NBR 5580 e NBR 5590? Os tubos de condução fabricados em conformidade com as normas NBR 5580, classe leve, média e pesada, e NBR 5590, SCH 5 a 160, são tubos de aço carbono, que podem ser pretos, galvanizados ou pintados (com ponta lisa, com rosca ou com grooved). Esses tubos de condução segundo as normas NBR 5580 e NBR 5590 são utilizados para condução de água, gás, vapor e outros fluidos não corrosivos..transportar diversos tipos de partículas, independente se forem materiais sólidos, líquidos, pastosos, granulados ou gasosos. Sua aplicação é comum em instalações prediais e industriais, para a condução de água, gás, ar comprimido, óleo e vapor, e também podem ser usados em redes de combate a incêndio, nos hidrantes e sprinklers. Para proteger os tubos e também facilitar a identificação, evitando acidentes, os tubos NBR 5580 e NBR 5590 são podem ser pintados de acordo com as especificações de cores: Vermelho: aplicado em produtos destinados à redes de incêndio; Verde: aplicado nas redes de condução de água potável; Amarelo: utilizado para a identificação de redes de condução de gás; Azul: destinado às redes de ar-comprimido. Os tubos ainda podem ser distribuídos em cores diversas, de acordo com a necessidade do cliente. Diferenças entre os tubos NBR 5580 e NBR 5590 Apesar dos tubos NBR 5580 e NBR 5590 serem para condução, eles possuem algumas especificidades diferentes: Tubos NBR 5580 Esses tubos são destinados para condução de fluídos não corrosivos como água, vapor, gás, óleo e outros. Eles são obtidos podem passar pelo processo de soldagem HFIW – High Frequency Induction Welding, conhecidos como tubos com costura, ou pelo processo de laminação a quente, que são os tubos sem costura. Tubos NBR 5590 Os tubos NBR 5590 também são fabricados e fornecidos com ou sem costura, e destinados para a condução de fluídos não corrosivos e No entanto, possuem determinadas especificações em relação à sua resistência à pressão. Além disso, eles também podem ser aplicados em usinagem e equipamentos mecânicos. Mas ainda é aceitável para uso comum em linhas de vapor, água, gás e ar comprimido. Por que usar tubos NBR 5580 e NBR 5590? As normas técnicas são muito importantes para garantir a padronização na fabricação de produtos e equipamentos, como os tubos de aço carbono, no caso da NBR 5580 e NBR 5590. Assim, o padrão de qualidade fica assegurado por essas normas, garantindo a segurança dos produtos, que precisam atender às exigências destas especificações. Portanto o uso adequado de tubos de aço que atendam às normas NBR 5580 e NBR 5590, portanto, é essencial como garantia de poder contar estar contando com um produto que tem sua eficácia e resistência comprovadas. Dessa forma, não se coloca em risco o fabricante, os funcionários que irão manusear esses tubos e nem os consumidores, que terão acesso aos projetos realizados com a utilização de produtos padronizados. Precisando de tubos NBR 5580 ou NBR 5590? Conte com a Tubos Oliveira! Trabalhando há mais de 32 anos com tubos de aço, a Tubos Oliveira tem experiência na distribuição de tubos de aço carbono dos mais variados tipos, inclusive tubos que atendem às normas NBR 5580 e NBR 5590. Entre em contato para conhecer essas e outras soluções para os seus projetos. Nosso atendimento é prestado de forma diferenciada por uma equipe que entende o seu projeto e está disposta a concretizá-lo!
O que significa ASTM e quais são as principais normas de tubos aplicadas no Brasil?

Para que um tubo de aço seja confiável, é necessário que ele siga diversas normas, sejam elas internacionais, como as da ASTM e as nacionais, da ABNT. Inúmeras normas existem para garantir que os tubos sejam produzidos de maneira padronizada, assim como sejam testados para ter a sua eficácia e resistência comprovada! Entenda mais sobre as principais normas de tubos e ASTM Entender sobre as principais normas de tubos é muito importante para saber se está sendo enganado: todos tipos de tubos de aço precisam seguir normas e se você for comprar um tubo que não estiver nenhuma certificação, esqueça. Confira sobre as principais normas de tubos de aço e o que é ASTM: O que significa ASTM A ASTM (American Society for Testing and Materials) é um órgão internacional que desenvolve e publica normas de diversos produtos, sistemas e até mesmo serviços. ASTM é considerada a maior incorporadora de normas no mundo todo e tem grande importância em todos os países. Mantida por milhares de membros, esse órgão já criou mais de 12.000 normas, facilitando processos, padronizando e trazendo segurança para centenas de nichos. Inclusive quando o assunto é tubos de aço as Normas Técnicas da ASTM são essenciais para especificar características dos tubos. Conheça algumas destas normas mais usadas no Brasil e as similares brasileiras ABNT NBR: ASTM A 500 – equivalente NBR 8261 ASTM A500 é uma especificação emitida pela ASTM para tubos de aço estrutural. Semelhante a NBR 8261, ela exige requisitos sobre encomenda, fabricação e fornecimento de tubos de aço carbono, com e sem costura, sejam eles quadrados, redondos ou retangulares, destinados para construção soldada, rebitada ou parafusada de pontes, edifícios e para fins estruturais gerais. ASTM A106 – equivalente NBR 6321 É a especificação padrão para tubos de aço carbono sem costura, para serviços de alta temperatura e são adequados para operações de soldagem, dobra,e flangeamento. É muito comum o uso de tubos desta Norma em refinarias, usinas em geral e fábricas de petróleo que transportam vapor em alta pressão ou líquido sob alta temperatura ou pressão. É muito importante para garantir a resistência e segurança do projeto. Outras Normas ASTM comercializadas pela Tubos Oliveira: ASTM A 178 ASTM A 214 ASTM A 179 ASTM A 53 ( comercializada na NBR 5590) Conte com a Tubos Oliveira Desde 1987 trabalhando com a distribuição de tubos de aço carbono de diversos tipos e especificações, somos referência em apresentar os melhores produtos, seguindo as certificações ASTM e ABNT. Conte conosco!
Normas DIN: o que são e para que servem?
As normas técnicas nacionais e internacionais servem para padronizar a fabricação e distribuição de diversos produtos e equipamentos industriais, tais como os tubos de aço carbono. O objetivo disso é garantir a qualidade e segurança dos produtos, que precisam atender às exigências destas especificações. As normas DIN, por exemplo, foram muito utilizadas no mercado de tubos de aço, entretanto estão obsoletas desde a formação da União Europeia em 1992, quando então foram criadas as Euro Normas (EN). Alguns exemplos destas normas são: EN 10.305 -1, e EN 10.305 -2. Qual a origem das Normas DIN? DIN é a abreviação de “Deutsches Institut für Normung”, que significa Instituto Alemão para normatização. Era então uma organização da Alemanha sem fins lucrativos que oferecia serviços de padronização. As normas DIN foram referência no mundo inteiro quando se tratava de segurança e padronização. Eram presentes nas rotinas das indústrias, e eram as mais utilizadas em todo o mundo. Sua origem data de 1918, na Alemanha e pode-se dizer que serviram de referência para criação de diversas normas brasileiras. Quais os benefícios das normas DIN? O principal benefício de se usar a norma DIN, assim como das outras normas técnicas, foi a padronização na fabricação de produtos e equipamentos utilizados no setor industrial. Os padrões técnicos desta norma serviam como garantia de qualidade, o que refletia de forma direta na segurança do consumidor final. Ou seja, o padrão de qualidade assegurado pelas normas DIN, de forma a: reduzir a quantidade cada vez maior de produtos e procedimentos diferentes; oferecer meios confiáveis para os fabricantes passarem informações aos clientes; e eliminar barreiras técnicas, deixando mais fácil o intercâmbio comercial. Normas DIN para tubos de aço As normas DIN que padronizaram e asseguraram a qualidade dos tubos de aço foram: DIN 2391: os tubos DIN 2391 para situações que precisam de precisão, condições específicas de propriedades mecânicas e de superfície; DIN 2393: os tubos de aço que seguiam essa norma eram fornecidos eram os tubos com costura, trefilados a frio. DIN 2394: para tubo circular, com costura e boa precisão dimensional. Muito utilizado na indústria moveleira, de bicicletas e autopeças; DIN 2440: os tubos fabricados seguindo a norma DIN 2440 eram recomendados para o transporte de fluidos não-corrosivos; DIN 2458: os tubos de aço DIN 2458 eram fabricados na seção circular e com costura, sendo assim, utilizados em aquecedores, super aquecedores, condutores de gases e evaporadores. Segurança em primeiro lugar O uso adequado de produtos, processos e equipamentos que sigam as normas técnicas indicadas, é essencial para as indústrias, a fim de evitar colocar em risco o fabricante, funcionários e consumidores. Conte com a Tubos Oliveira Desde 1987 produzindo tubos de aço em vários formatos e tipos, a Tubos Oliveira é referência no país e trabalha também com galvanização e aço carbono. Saiba mais sobre nós e entre em contato. Nosso atendimento é prestado de forma diferenciada por uma equipe que entende o seu projeto e está disposta a concretizá-lo!
