Corrosão em tubos de aço é a deterioração físico química do metal devido a sua reação com ambiente, geralmente envolvendo oxigênio, umidade ou outros agentes químicos e que transforma a parede do tubo em ferrugem reduzindo a espessura aos poucos. Ela aparece de forma uniforme, em pontos localizados, em frestas ou no contato com outro metal. Para prevenir, o tubo recebe revestimento, como a galvanização, e o projeto evita água parada e contato entre metais diferentes.
Um tubo de aço guardado seco no galpão atravessa anos sem perder nada da parede. O mesmo tubo, instalado numa junta onde a água fica parada, começa a perder espessura em poucos meses. A diferença entre os dois casos está no meio em que o tubo trabalha. É o meio que decide o tipo de proteção que o comprador precisa pedir.
Segundo a Associação Brasileira de Corrosão, a corrosão consumiu cerca de US$ 2,5 trilhões no mundo em 2013. É o equivalente a 3,4% do PIB mundial. No Brasil, a International Zinc Association, com apoio da USP, calculou a perda em 4% do PIB, cerca de R$ 236 bilhões em 2015. Boa parte desse valor sai de tubo, tanque e estrutura trocados antes da hora.
O que é corrosão e como ela age no aço?
Corrosão é uma reação química entre o ferro do aço e o ambiente, quase sempre com água ou umidade no meio. O ferro se combina com o oxigênio e forma óxido de ferro, a ferrugem, que não tem a resistência do metal. A parede do tubo vai ficando mais fina, e o trecho perde capacidade de segurar pressão e carga.
Sem água a reação praticamente não ocorre e é por isso que a umidade decide quase tudo. Um tubo dentro de uma sala seca dura muito mais que o mesmo tubo enterrado em solo úmido, exposto à chuva ou instalado perto do mar. Sal, ácido e temperatura alta aceleram o processo, porque tornam a água mais agressiva e a reação mais rápida.
Na rotina da manutenção, o sinal que aparece primeiro é a mancha alaranjada na superfície, seguida de descamação. Quando a ferrugem vira crosta, a parede embaixo já perdeu espessura. A inspeção precisa medir o quanto sobrou antes de decidir entre proteger e trocar.
Quais são os principais tipos de corrosão?
Corrosão em tubulação aparece de seis formas principais, e cada uma pede uma prevenção diferente. Reconhecer o tipo pela aparência do dano ajuda o comprador a descrever o problema na cotação. Ajuda também a manutenção a atacar a causa em vez de só trocar o trecho.
| Tipo | Como aparece | Onde é comum |
| Uniforme | perda de espessura parecida em toda a superfície | tubo exposto ao tempo, imerso ou enterrado |
| Galvânica | ataque acelerado no aço perto de outro metal | conexão de aço com cobre ou latão |
| Por pite | furos pequenos e profundos, difíceis de ver | água com cloreto, região litorânea |
| Sob tensão | trincas em tubo que trabalha tracionado em meio agressivo | linhas com gás sulfídrico ou amônia |
| Em frestas | ataque dentro de rosca, junta e apoio | ponto onde a água fica parada |
| Microbiológica | ataque localizado com cheiro de enxofre | solo úmido e água de processo em óleo e gás |
Corrosão uniforme: a perda de parede que dá para prever
Uniforme é a corrosão mais comum e a menos traiçoeira, porque ataca toda a superfície de modo parecido. Como a perda é regular, ela costuma ser acompanhada por medição de espessura em inspeções periódicas, e a troca pode ser programada com meses de antecedência. Revestimento e galvanização são a resposta usual para tubo que vai ficar ao tempo.
Corrosão galvânica: dois metais em contato
Galvânica é a corrosão que acontece quando dois metais diferentes ficam em contato elétrico com água ou umidade entre eles. Um dos dois passa a se corroer mais rápido, e o aço perde para o cobre e para o latão. Uma conexão de cobre rosqueada direto num tubo de aço, numa linha de água, é o exemplo mais frequente em instalação predial.
Uma junta isolante, uma conexão de material compatível ou um trecho de transição tira o contato elétrico entre os dois metais, e a reação deixa de ser acelerada. Isolar os dois metais resolve a maior parte dos casos de corrosão galvânica.
Pite, fresta e trinca: os ataques localizados
Pite é o furo pequeno e profundo que aparece em água com cloreto e passa despercebido até vazar. Fresta é o ataque dentro de rosca, flange e apoio, onde a água fica parada e o oxigênio não circula. Trinca sob tensão aparece em tubo que trabalha tracionado em meio agressivo, como linha com gás sulfídrico. Os três pedem inspeção mais atenta, porque a superfície pode parecer boa enquanto o dano avança por dentro.
Como prevenir corrosão em tubos de aço?
Prevenção de corrosão em tubulação se faz com revestimento do tubo, proteção elétrica em linha enterrada e material certo para o meio. O comprador participa das três frentes, porque elas aparecem no pedido de compra, no projeto e na rotina de manutenção.
Revestimento: galvanização, pintura e polietileno
Galvanização é o revestimento de zinco aplicado sobre o aço, por imersão a quente ou por processo eletrolítico. É a proteção mais usada em tubo exposto ao tempo, porque o zinco se corrói no lugar do aço e ainda protege pequenos riscos na camada. A linha de tubos galvanizados segue a ABNT NBR 5580. Essa é a norma de condução de água, gás e vapor não corrosivos, e ela prevê o tubo com camada de zinco.
Aço galvanizado corrói também, só que muito mais devagar, porque o zinco se gasta aos poucos e a camada acaba mais cedo quanto mais agressivo for o meio. Em ambiente rural e urbano seco, a proteção dura décadas. Perto do mar ou em zona industrial ela dura menos, e o projeto pode pedir camada mais espessa ou pintura por cima.
Pintura epóxi entra em tubo imerso e em instalação industrial, e o revestimento de polietileno em três camadas é comum em duto enterrado. A escolha entre os três é do projeto, e o distribuidor confere se a bitola pedida existe na norma e se o revestimento pedido está disponível.
Proteção catódica em tubulação enterrada
Proteção catódica é o sistema que liga a tubulação enterrada a um metal de sacrifício, como zinco ou magnésio, ou a uma fonte de corrente. O metal de sacrifício se corrói no lugar do aço, e a tubulação fica protegida enquanto ele durar. O sistema complementa o revestimento e é comum em oleoduto, gasoduto e rede enterrada de grande extensão.
Definir se a linha precisa de proteção catódica, e de qual tipo, cabe ao engenheiro responsável. O tubo em si continua sendo o mesmo, e o que muda é o sistema instalado ao longo da linha.
Material certo para o meio
Em meio muito agressivo, como água salgada ou produto químico concentrado, o aço carbono comum pode não durar o esperado nem com revestimento. Nesses casos o projeto especifica aço inoxidável ou liga especial, que são materiais de especificação própria, com fornecimento à parte. Para a grande maioria das linhas de água, ar, gás e vapor, o aço carbono com a proteção certa resolve.
Perguntas frequentes sobre corrosão em tubos de aço
O que causa corrosão em tubos de aço?
Corrosão em tubos de aço é causada pela reação do ferro com água e oxigênio, que forma ferrugem e reduz a parede do tubo. Umidade, sal, ácido e temperatura alta aceleram a reação. Água parada em junta e rosca, e contato com outro metal, criam os pontos onde o ataque começa primeiro.
Quais são os tipos de corrosão?
Os tipos mais comuns em tubulação são a uniforme, que ataca toda a superfície, a galvânica, entre dois metais em contato, a por pite, com furos pequenos e profundos, a em frestas, dentro de rosca e junta, a sob tensão, com trincas em meio agressivo, e a microbiológica, causada por bactéria em solo e água de processo.
Como prevenir corrosão em tubulação?
Prevenção de corrosão em tubulação combina revestimento, como galvanização, pintura ou polietileno, proteção catódica em linha enterrada e material adequado ao meio. No projeto, evitar água parada e contato entre metais diferentes reduz os ataques localizados. Na manutenção, medir a espessura em inspeção periódica permite programar a troca.
O que é corrosão galvânica?
Corrosão galvânica é o ataque acelerado que acontece quando dois metais diferentes ficam em contato elétrico com água ou umidade entre eles. Um deles se corrói mais rápido, e o aço perde para o cobre e para o latão. Junta isolante ou conexão de material compatível interrompe o contato e resolve a maior parte dos casos.
Aço galvanizado corrói?
Aço galvanizado corrói, mas muito mais devagar que o aço sem revestimento. A camada de zinco se gasta no lugar do aço e protege pequenos riscos. Em ambiente seco a proteção dura décadas. Perto do mar ou em zona industrial ela acaba antes, e o projeto pode pedir camada mais espessa ou pintura por cima do zinco.
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Tubos Oliveira: tubos com proteção contra corrosão em estoque
Distribuidora atacadista de tubos de aço carbono desde 1987, a Tubos Oliveira mantém mais de 4.500 itens em estoque na matriz de Guarulhos, com 44 mil m² de área, e filial em Sertãozinho. A empresa é certificada ISO 9001 e mantém CRC Petrobras ativo, com tubos galvanizados, condutores e para caldeira entregues com certificado da usina por lote.
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